Monday, December 8th, 2008
Nota rápida para lembrar a morte do arquiteto dinamarquês Jorn Utzon, aos 90, no último dia 29 de novembro. Apesar de não ter uma obra muito divulgada, ele foi vencedor do prêmio Pritzker em 2003, e deve grande parte de sua fama ao símbolo máximo de Sydney, a Ópera.
O concurso foi vencido em 1957, mas em 1966 os recorrentes atrasos e problemas de orçamento causaram o rompimento do arquiteto com o governo australiano, fazendo com que ele prometesse nunca mais colocar os pés no país. Como resultado, a obra foi concluída por uma equipe de arquitetos que acabaram por modificar o projeto original. Há apenas alguns anos, Utzon foi finalmente convencido a retomar o projeto e liderar uma série de reformas, inclusive para adequar problemas acústicos do edifício existente.
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Friday, June 27th, 2008

Não muito conhecido ao redor do mundo, o arquiteto australiano -por-afinidade Harry Siedler imprimiu sua marca como um dos maiores modernistas da ilha. Nascido em Viena, na Áustria, Harry foi estudar em Harvard, onde teve aula com os mestres da Bauhaus Walter Gropius e Marcel Breuer, hasteando logo a bandeira do modernismo mais puro, vindo diretamente da fonte. Chegou inclusive a trabalhar com Oscar Niemeyer.
Em 1948, ainda com 24 anos, ele foi chamado pela mãe até Sydney para construir sua primeira casa. O bloco puro e envidraçado, com uma longa rampa de acesso ao lado e um incrível painel colorido em uma lateral causaram impacto na então provinciana cidade do fim do mundo. Ele tinha desenvolvido aquele projeto ainda na universidade junto a Breuer, seguindo a onda corrente do país onde estudava, mas os australianos ficaram embasbacados com tanta novidade. Harry sabia que provavelmente demoraria muito para ganhar alguma projeção em meio a tantos grandes arquitetos modernistas na Europa e os EUA, então decidiu ficar.
Em um ano ele já estava famoso e nunca mais parou de projetar no país, até a sua morte aos 82 anos, em 2006. Sua esposa Penélope estudou arquitetura para ajudá-lo em seus projetos, mas acabou por estudar também contabilidade, para cuidar da administração do escritório e deixar o marido projetar sozinho. Juntos projetaram sua própria casa em concreto aparente e pedra, com uma inspiração muito bem executada de Frank Lloyd Wright.


O projeto mais audacioso de Siedler foi um plano urbanístico de adensamento para o porto de Sydney, contrapondo com o espraiamento contínuo da cidade. O Blues Point Tower, na ponta da área de intervenção, foi o primeiro arranha céus a ser construído com seus 50 andares, mas a crítica foi tão voraz que o governo deixou o plano de lado e o prédio foi deixado lá, sozinho, marcando a paisagem como um obelisco.


Mas isso não o impediu de seguir com sua carreira de sucesso, com muitas casas de sonho como a Berman House de 1999, e muitos edifícios institucionais como o a Embaixada da Austrália em Paris e o Ian Thorpe Aquatic Center, inaugurado em 2007. Ele participou do concurso da Ópera de Sydney vencido por Jorn Utzon, ganhou prêmios na Inglaterra, França, Alemanha e Áustria pela sua obra e ainda publicou um livro de fotografia de arquitetura em 2003, traduzido para sete línguas.


Tags: australia, austria, bauhaus, estados unidos, frank lloyd wright, harry siedler, harvard, jorn utzon, marcel breuer, modernismo, opera, oscar niemeyer, sydney, viena, walter gropius
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